Mercado pet farmacêutico mantém forte tendência de crescimento em 2016

Novos negócios, empregos e tendências no mercado pet não param de crescer. Segundo dados da COMAC (Comissão de Animais de Companhia) do SINDAN, o crescimento do setor pet farmacêutico nos últimos 12 meses móveis (junho a maio 2015 x junho a maio 2016) foi de 20%. Se comparado com outros segmentos, este aumento do mercado vem acompanhado de muitas oportunidades.

Vale ressaltar que esses números impressionantes são impulsionados por lançamentos em novas categorias de produtos. Com ainda muito espaço para crescer, esses novos produtos, principalmente em suas fases de introdução, acabam impulsionando os números de faturamento acima da média histórico do setor. “Vale ressaltar que algumas categorias de produtos como vermífugos, antibióticos e anti-inflamatórios, estão praticamente estáveis em relação a 2016”, afirma Leonardo Brandão, diretor da unidade de Negócios Pet da Ceva Saúde Animal e Coordenador do Infopet da COMAC.

Uma pesquisa recente realizada pela Human Animal Bond Research Initiative (HABRI) Foundation em parceria com o Cohen Research Group, mostra uma realidade nos Estados Unidos, mas que também se reflete no Brasil: 95% dos tutores de pet não conseguiriam imaginar desistir de tê-lo por razão alguma, ou seja, está mais do que comprovado que os animais não só fazem parte, mas são da família.

Esta dedicação que os tutores têm dado aos animais de companhia revela também novas áreas e estratégias de negócio que atendem a esta demanda do mercado, que não só traz os serviços tradicionais, mas também inova em áreas como: cuidadores para cães e gatos, acupuntura, serviços cosméticos especiais, adestramento, saúde, conforto e bem-estar.

“O mercado de saúde animal está em constante inovação. É fundamental que as novas tecnologias e tratamentos que tragam melhor qualidade de vida ao animal sejam sempre a prioridade do setor”, afirma Brandão. A área da saúde também traz oportunidades de empregos, já que hoje existe ainda um grande espaço a ser ocupado pelos veterinários em áreas como Endocrinologia e Nefrologia, por exemplo, conforme pesquisa realizada pela COMAC com veterinários que frequentam congressos de pequenos animais.

No entanto, existe ainda muito espaço para crescer. Os números do mercado pet brasileiro impressionam devido ao elevado número de animais. Atualmente, o Brasil possui a terceira população mundial de cães e gatos (mais de 70 milhões de animais), no entanto, o número de pets que recebem cuidados veterinários, ou mesmo algum tipo de medicamento anual (como vacinas multivalentes e vermífugos) é baixo. “Estimamos que a quantidade de animais ‘medicalizados’ anualmente seja inferior a 20%, ou seja, temos ainda muito a crescer em relação à conscientização dos tutores sobre as necessidades de cuidados médicos dos pets no Brasil”, afirma Brandão.

Até o fim deste ano, a expectativa para o fechamento é de 15% (±2) e para 2017 a tendência é que o mercado continue em crescimento.

Sobre a COMAC

A COMAC (Comissão de Animais de Companhia do SINDAN – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal), criada em 2007, visa estruturar um ambiente de intercâmbio de informações e ideias, propondo e executando ações que estimulem o desenvolvimento do mercado pet brasileiro, em especial nas áreas ligadas à saúde animal. Tem por objetivo tratar dos assuntos ligados ao mercado de animais de companhia (cães e gatos), visto como um dos mais importantes e crescentes segmentos da indústria veterinária brasileira e mundial. Através de pesquisas do segmento, a COMAC deseja informar sobre os benefícios da relação entre os animais de estimação e o homem, a importância do médico veterinário na prevenção de doenças e na manutenção da saúde dos animais, valorizando a medicina veterinária e seus profissionais.

Fonte: Junia Sanches jsanches@fundamento.com.br

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Autor: Revista Mais

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