“Mulheres em rede na Economia Criativa” promove encontro com cases de mulheres que empreenderam usando a economia criativa como recurso

No próximo dia 15 (quarta), às 19h, o CIS-Guanabara sedia um encontro do projeto “Mulheres em rede na Economia Criativa”, que vai debater o tema “Economia criativa como negócio: experiências femininas”.  O espaço ligado à Unicamp fica na Rua Mário Siqueira, 829, bairro Botafogo, em Campinas.

Uma palestra será apresentada com o intuito de compartilhar ideias de modelos de negócios a partir das experiências de mulheres que participaram da capacitação do projeto “Mulheres em rede na Economia Criativa”, e também da história de empreendedoras convidadas, que irão contar experiências enriquecedoras no campo da Economia Criativa, da Construção de Redes Locais e da identificação de ecossistemas.

Entre as convidadas, estarão a dançarina Malena Mandaluz – que também é confeiteira,  artesã de mandalas, facilitadora de grupos femininos, e vai falar da multiplicidade de atuações. Também serão apresentados os cases: Feito Nó – uma loja colaborativa formada por uma rede compartilhada para comercialização de produtos em conjunto, o projeto Matula – um coletivo de atores e produtores culturais que irão falar da gestão como modo de (r)existência e o case do portal Campinas.com.br –  principal espaço de divulgação e fomento à cultura local. Para finalizar, o projeto “A Preta que Habito” fará uma apresentação e pocket show de como utilizam a música para transitar neste universo de empreendedorismo feminino, jovem e político.

Serviço:
Encontro “Mulheres em rede na Economia Criativa”
Dias: 15 de agosto
Horário: a partir da 19h
Local: CIS-Guanabara – Rua Mário Siqueira , 829, Botafogo. Telefone: 3231-6369  Estacionamento gratuito no local

             

Sobre a 1ª edição do projeto “Mulheres na Economia Criativa”
Aproximadamente 100 mulheres se inscreveram para participar das vivências de empreendedorismo na 1ª edição do projeto “Mulheres em rede na Economia Criativa”, destas foram selecionadas 26 ideias que passaram por todo um processo intenso de vivências, capacitação e “aceleração de projetos”, formato mais conhecido no mundo das startups.  Os encontros ocorreram em dois territórios, do mês de maio a agosto: região de Barão Geraldo e centro de Campinas.

Entre os pré-requisitos, foram escolhidas ideias empreendedoras ou aspirantes, seja em fase de início do negócio e/ou com o desejo de realizá-lo pelo viés da economia criativa. Outra característica foi o desejo empreendedor da participante, disponibilidade e compromisso de participar do programa completo. Além de residir ou desenvolver a atividade empreendedora em territórios de vulnerabilidade econômica.

As vivências finalizaram em julho. Entre os pontos apresentados e que estão entre as maiores dificuldades para tirar as ideias do papel e empreender, elas procuram: Como gerir o negócio, Quem é o público-alvo, Qualidade do produto e serviço, Formação de custos e preços, Formalização do negócio, Mídias sociais, Marketing e Vendas, Benefícios do trabalho em rede, Modelos de negócio e Registro de marca. Porém os temas mais votados foram: modelo de negócio, gestão (principais atividades relacionadas ao negócio) e identificação de segmento de cliente, feitos a partir de exercícios de mercado como Canvas, Proposta de Valor e Persona.

Também foram discutidos como estruturar preços & custos, comunicação e posicionamento nas redes sociais. A programação do projeto completo foi dividida em 3 eixos,  com realização de abril a agosto: período de inscrição, formação com palestras e vivências nos territórios definidos, práticas empoderadoras e no final, apresentação de cases inspiradores da economia criativa, que será agora no dia 15 de agosto, e no final, serão apresentados os resultados do processo de aceleração na vida destas empreendedoras.

Entre os critérios de definição de territórios onde estão sendo realizadas as vivências, o grupo procurou atender o maior número de inscritas, pois um dos objetivos do projeto é que nestes territórios se formem redes de mulheres, capazes de ajudar umas as outras a empreenderem e saírem do plano das ideias.  Reverberando o movimento “Mulheres em rede na Economia Criativa” por toda região. A partir desta aceleração os projetos estão sendo redesenhados com técnicas do empreendedorismo, formando uma rede organizada de economia criativa na cidade.

Saiba mais sobre o “Mulheres em rede na Economia Criativa”
Voltado para a troca de experiências, estímulo ao empreendedorismo feminino e protagonismo das mulheres em comunidades com fragilidade social, o projeto “Mulheres em rede na Economia Criativa” visa atingir um perfil de público de diferentes classes sociais e escolaridades, incluindo principalmente mulheres das classes C e D, com escolaridade desde ensino fundamental até superior completo.

Aprovado pelo Governo do Estado de São Paulo/Secretaria da Cultura, o projeto é desenvolvido por um coletivo de mulheres formado por: Anna Kühl, Giovana Umbuzeiro Valent, Micheli de Paula, Lisa Bueno e Renata Mendes, que se juntaram para potencializar a formação de redes de mulheres empreendedoras, em Campinas, todas com histórias profissionais ligadas à economia criativa e ao empreendedorismo feminino. O projeto tem o objetivo de promover e potencializar a formação de redes femininas na região de Campinas para discutir questões como geração de trabalho e renda, autonomia, novos modelos de negócio, cultura digital e uso de redes sociais para negócios; entre outros.

O projeto visa atender principalmente mulheres que residem ou atuam em territórios de vulnerabilidade econômica, mas não exclusivamente. Destinado a participantes, a partir de 18 anos, atuantes e/ou residentes na Região Metropolitana de Campinas, que já estão envolvidas no contexto da economia criativa de alguma maneira, tais como: microempresárias, artesãs, professoras, fotógrafas, produtoras, ilustradoras, artistas e interessadas em geral.

Todas as atividades são gratuitas e deverão fomentar a proximidade entre as participantes, de modo que sejam identificados: talentos complementares, demandas recorrentes, possibilidades de trocas de saberes, oportunidades para o coletivo (divulgação, vendas, compras de matérias-primas).

Em sua primeira edição, foram contempladas a história de 26 mulheres, em diferentes fases ou necessidades para desenvolver seu próprio negócio. “Empreender sem apoio pode nos travar em alguma fase do empreendimento, sem entendermos o porquê não conseguimos ir além, mas quando estamos em rede fica mais fácil de identificar, ver as possibilidades e buscar apoio para superar as dificuldades, quando nos permitimos se desenvolver com as relações e oportunidades que surgem delas” reforça Lisa Bueno umas das idealizadoras do projeto.

O projeto está novas edições e está em busca de parcerias para trabalhar outros grupos de mulheres e territórios na cidade.

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Autor: Revista Mais

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